quarta-feira, 29 de maio de 2013

A HISTÓRIA DA PUBLICIDADE E DA PROPAGANDA NO BRASIL:Participação do Brasil na guerra, racionalização e ressureição do mercado


Em 1942, um decreto do governo brasileiro restringe o consumo de produtos derivados do petróleo e, por precaução, um blackout total em toda orla marítima do país foi estabelecido. Como saída, os anunciantes aproveitaram, mais uma vez, o tema para satirizar os anúncios e incentivar o consumo de seus respectivos produtos. As empresas automobilísticas divulgaram a utilização do gasogênio (gás combustível produzido pela queima do carvão) como tentativa de enfrentar o racionamento ocasionado pela guerra.
O fim da segunda grande guerra, em 1945, trouxe também a normalização do transporte marítimo e, aos poucos, todo o país foi se reestabelecendo. Neste momento, os tecidos sintéticos, filmes americanos, bebidas e a Maizena configuram os anunciantes de destaque. A publicidade é feita de forma cada vez mais otimista e informativa, surge no mercado a abertura de crediários e todas as mudanças sociais da época são refletidas nas campanhas durante os intervalos das novelas de rádio. O formato inovador de oferecer o produto ao cliente é expresso através de uma palavra inédita para o período: criatividade (100 ANOS DE PROPAGANDA, 1980).


Dentre as inovações nos aspectos técnicos da publicidade, no pós-guerra, surge a preocupação com a linguagem direta e com o apelo visual. Na moda, os desfiles, a sofisticação das vitrines e a contratação dos profissionais especializados em publicidade são novidades. As ilustrações são, aos poucos, substituídas por fotos de mulheres de aparência europeia vestidas com maiô. Quanto aos veículos de comunicação, inaugura-se em 18 de setembro de 1950 a TV Tupi, primeira emissora de TV na América Latina. Como consequência, surgem também as garotas propaganda e os comerciais transmitidos “ao vivo” nas primeiras telas, ainda em preto e branco, importadas pela GE dos Estados Unidos, onde já existia a TV a cores.
Em meio a tantas novidades no setor publicitário, em 1951, o Anuário de Publicidade reúne em São Paulo e no Rio de Janeiro profissionais das principais agências do país para premiação dos melhores anúncios do ano. Na premiação do ano, destacam-se as campanhas da Brahma, Coca-Cola, Gillette, do cigarro Souza Cruz e do sabonete Eucalol. O investimento das propagandas fez com que, em 1953, já existissem 130 agências de publicidade no país. Dois anos depois, realiza-se no Rio de Janeiro o I Congresso de Propaganda, e é criado o Instituto Verificador de Circulação (IVC). A propaganda e a publicidade começam a ganhar, cada vez mais, um ar profissional e passa a ser ponto fundamental no sucesso das empresas.

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