Em 1942, um decreto do
governo brasileiro restringe o consumo de produtos derivados do petróleo e, por
precaução, um blackout total em toda orla marítima do país foi estabelecido.
Como saída, os anunciantes aproveitaram, mais uma vez, o tema para satirizar os
anúncios e incentivar o consumo de seus respectivos produtos. As empresas
automobilísticas divulgaram a utilização do gasogênio (gás combustível
produzido pela queima do carvão) como tentativa de enfrentar o racionamento
ocasionado pela guerra.
O fim da segunda grande
guerra, em 1945, trouxe também a normalização do transporte marítimo e, aos
poucos, todo o país foi se reestabelecendo. Neste momento, os tecidos
sintéticos, filmes americanos, bebidas e a Maizena configuram os anunciantes de
destaque. A publicidade é feita de forma cada vez mais otimista e informativa,
surge no mercado a abertura de crediários e todas as mudanças sociais da época
são refletidas nas campanhas durante os intervalos das novelas de rádio. O
formato inovador de oferecer o produto ao cliente é expresso através de uma
palavra inédita para o período: criatividade (100 ANOS DE PROPAGANDA, 1980).
Dentre as inovações nos
aspectos técnicos da publicidade, no pós-guerra, surge a preocupação com a
linguagem direta e com o apelo visual. Na moda, os desfiles, a sofisticação das
vitrines e a contratação dos profissionais especializados em publicidade são
novidades. As ilustrações são, aos poucos, substituídas por fotos de mulheres
de aparência europeia vestidas com maiô. Quanto aos veículos de comunicação,
inaugura-se em 18 de setembro de 1950
a TV Tupi, primeira emissora de TV na América Latina.
Como consequência, surgem também as garotas propaganda e os comerciais transmitidos
“ao vivo” nas primeiras telas, ainda em preto e branco, importadas pela GE dos
Estados Unidos, onde já existia a TV a cores.
Em meio a tantas novidades no
setor publicitário, em 1951, o Anuário de Publicidade reúne em São Paulo e no Rio de
Janeiro profissionais das principais agências do país para premiação dos
melhores anúncios do ano. Na premiação do ano, destacam-se as campanhas da
Brahma, Coca-Cola, Gillette, do cigarro Souza Cruz e do sabonete Eucalol. O
investimento das propagandas fez com que, em 1953, já existissem 130 agências
de publicidade no país. Dois anos depois, realiza-se no Rio de Janeiro o I
Congresso de Propaganda, e é criado o Instituto Verificador de Circulação
(IVC). A propaganda e a publicidade começam a ganhar, cada vez mais, um ar
profissional e passa a ser ponto fundamental no sucesso das empresas.

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