quarta-feira, 29 de maio de 2013

A HISTÓRIA DA PUBLICIDADE E DA PROPAGANDA NO BRASIL: As mudanças na propaganda nas três ultimas décadas do século XX

Na década de 80, os jovens se tornaram-se executivos e empreendedores em busca fama e dinheiro. Nesse período, o setor da propaganda marcou passo com uma série de mudanças editorias através  do amadurecimento do mercado. A revista Pop, dirigida ao público jovem, trazia matérias de rock e música, além de reportagens sobre esportes e comportamentos. As revistas masculinas de maior circulação (Playboy, Ele & Ela e Status) também incluíam artigos e  reportagens. Em 1980 a revista Época completava 4 e a Tv brasileira 30 anos de existência enquanto, no mesmo ano, a TV Tupi declarava falência. Num processo liderado pela TV Globo, as emissoras brasileira sofisticou suas vinhetas, chamadas, apresentações e quadros dentro de seus programas, foi a entrada definitiva de todas as emissoras na era da linguagem visual eletrônica. No dia 19 de agosto de 1981, direto de Brasília, foi implantado o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Em 1982  O Brasilat possibilitou que a transmissão dos sinais de TV fossem feitas através de satélites sendo, a rede Bandeirantes, pioneira na tecnologia. Já em 1985, todas as emissoras do país estavam plugadas neste satélite doméstico, que levava à casa do telespectador imagens de qualidade.
A década  de 90 foi o momento de altos e baixos na propaganda brasileira.  No início, o Brasil perdeu o ritmo de investimento, se comparado as décadas anteriores, devido as dificuldades econômicas do período. Em março de 1990, o Governo Federal suspendeu todas as campanhas publicitárias em veiculação, congelou seus investimentos e centralizou o controle de verbas nas mãos do secretário particular do presidente. Ou seja, cerca de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões de dólares sumiram do mercado. Em março do mesmo ano a propaganda parou e as redes de TV que sofreram menos impacto foram a Globo e o SBT. Em geral as emissoras reduziram a jornada total de suas programações e também tiveram que demitir vários funcionários. O setor do rádio sofreu tanto como os outros meios de comunicação. Mas apesar de tudo, boas coisas aconteceram como, em 1991, a transmissão do rádio com o uso do satélite.
No ano seguinte, Collor congelou os preços novamente e trinta e oito anunciantes, de janeiro de 1991 a fevereiro de 1992, com verbas anuais acima de US$ 1 milhão, haviam mudado suas contas para agências de porte médio consideradas, pelo anunciantes, mais rápidas e criativas. Para muitos, 92 foi o ano das falências enquanto que, para outros, foi o ano das fusões entre empresas ou ainda o ano das demissões. Os anos 90 apesar de terem um ritmo acelerado com a popularização da internet só começou a alcançar a estabilidade financeira por meio da implantação do plano real, com o então presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 1995 a eterna briga de mercado entre Coca Cola e Pepsi ainda estava quente. A Pepsi havia detonado sua campanha do relançamento no Brasil, em grande estilo, ironizando a Coca. A empresa reponde com um filme da McCann/Rio, no qual uma máquina de xerox fantástica, última geração, que copia tudo, não consegue copiar uma Coca-Cola. O apresentador da máquina admite: “Copiar Coca-Cola não dá”. No mesmo ano, cresce o número de leitores de jornal e revistas em todo o país, e a propaganda seguia registrando índices de crescimento.


A partir da implantação do Plano Real o processo de inflação pode ser amenizado e o cenário econômico teve uma mudança positiva, o que animou a expansão do mercado consumidor brasileiro. Os recursos utilizados em Publicidade no Brasil permaneceram em ascensão e, de acordo com o semanário especializado Meio & Mensagem (03/2001), já alcançam o valor de 6,43 bilhões de dólares/ano. A publicidade no Brasil se encontrava na sexta posição frente aos 10 maiores mercados globais do mundo e é o único país emergente a figurar neste ranking da revista americana Advertising Age (nov. 2000), especializada em propaganda. Os investimentos realizados em publicidade ultrapassam as cifras de alguns países ditos desenvolvidos, como Itália e Canadá.

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