Na década de 80, os jovens se
tornaram-se executivos e empreendedores em busca fama e dinheiro. Nesse
período, o setor da propaganda marcou passo com uma série de mudanças editorias
através do amadurecimento do mercado. A
revista Pop, dirigida ao público jovem, trazia matérias de rock e música, além
de reportagens sobre esportes e comportamentos. As revistas masculinas de maior
circulação (Playboy, Ele & Ela e Status) também incluíam artigos e reportagens. Em 1980 a revista Época
completava 4 e a Tv brasileira 30 anos de existência enquanto, no mesmo ano, a
TV Tupi declarava falência. Num processo liderado pela TV Globo, as emissoras
brasileira sofisticou suas vinhetas, chamadas, apresentações e quadros dentro
de seus programas, foi a entrada definitiva de todas as emissoras na era da
linguagem visual eletrônica. No dia 19 de agosto de 1981, direto de Brasília,
foi implantado o Sistema Brasileiro de Televisão (SBT). Em 1982 O Brasilat possibilitou que a transmissão dos
sinais de TV fossem feitas através de satélites sendo, a rede Bandeirantes,
pioneira na tecnologia. Já em 1985, todas as emissoras do país estavam plugadas
neste satélite doméstico, que levava à casa do telespectador imagens de
qualidade.
A década de 90 foi o momento de altos e baixos na
propaganda brasileira. No início, o
Brasil perdeu o ritmo de investimento, se comparado as décadas anteriores,
devido as dificuldades econômicas do período. Em março de 1990, o Governo
Federal suspendeu todas as campanhas publicitárias em veiculação, congelou seus
investimentos e centralizou o controle de verbas nas mãos do secretário
particular do presidente. Ou seja, cerca de US$ 300 milhões a US$ 500 milhões de
dólares sumiram do mercado. Em março do mesmo ano a propaganda parou e as redes
de TV que sofreram menos impacto foram a Globo e o SBT. Em geral as emissoras
reduziram a jornada total de suas programações e também tiveram que demitir
vários funcionários. O setor do rádio sofreu tanto como os outros meios de
comunicação. Mas apesar de tudo, boas coisas aconteceram como, em 1991, a transmissão do
rádio com o uso do satélite.
No ano seguinte, Collor congelou
os preços novamente e trinta e oito anunciantes, de janeiro de 1991 a fevereiro de 1992,
com verbas anuais acima de US$ 1 milhão, haviam mudado suas contas para agências
de porte médio consideradas, pelo anunciantes, mais rápidas e criativas. Para
muitos, 92 foi o ano das falências enquanto que, para outros, foi o ano das fusões
entre empresas ou ainda o ano das demissões. Os anos 90 apesar de terem um
ritmo acelerado com a popularização da internet só começou a alcançar a
estabilidade financeira por meio da implantação do plano real, com o então
presidente Fernando Henrique Cardoso. Em 1995 a eterna briga de mercado entre Coca Cola
e Pepsi ainda estava quente. A Pepsi havia detonado sua campanha do
relançamento no Brasil, em grande estilo, ironizando a Coca. A empresa reponde
com um filme da McCann/Rio, no qual uma máquina de xerox fantástica, última
geração, que copia tudo, não consegue copiar uma Coca-Cola. O apresentador da
máquina admite: “Copiar Coca-Cola não dá”. No mesmo ano, cresce o número de
leitores de jornal e revistas em todo o país, e a propaganda seguia registrando
índices de crescimento.
A partir da implantação do
Plano Real o processo de inflação pode ser amenizado e o cenário econômico teve
uma mudança positiva, o que animou a expansão do mercado consumidor brasileiro.
Os recursos utilizados em Publicidade no Brasil permaneceram em ascensão e, de
acordo com o semanário especializado Meio & Mensagem (03/2001), já alcançam
o valor de 6,43 bilhões de dólares/ano. A publicidade no Brasil se encontrava
na sexta posição frente aos 10 maiores mercados globais do mundo e é o único
país emergente a figurar neste ranking da revista americana Advertising Age
(nov. 2000), especializada em
propaganda. Os investimentos realizados em publicidade
ultrapassam as cifras de alguns países ditos desenvolvidos, como Itália e
Canadá.
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