A crise de 1929, as
revoluções de 30 e de 32 e os golpes militares não prejudicaram de forma
relevante o desenvolvimento da propaganda no Brasil. É neste período que surge
a frase que talvez seja a mais celebre do universo publicitário “A propaganda é
a alma do negócio” e é exatamente o crescimento acelerado desses negócios que
enchia os olhos dos grandes e pequenos comerciantes da época. O surto
industrial dos anos 30 fizeram com que a publicidade florescesse de forma mais
profissional e, dessa forma, começasse a se autopromover com slogans como “Assim como me vê, são
vistos os anúncios neste bond”.
Em busca de contornar todas
as crises do período, anunciantes dos 30 utilizavam trocadilhos com a situação
atual para aumentarem as venda. É o caso da campanha da magazine de roupas “Ao
preço fixo” que lançou o slogan “O
governo é provisório, mas o preço é fixo” em alusão ao governo provisório da
revolução de 1930 (fig. 3).
Fig. 3 – Slogan de Ao Preço Fixo de
1933
Fonte:
100 ANOS de propaganda. Abril Cultural: 1980, pag. 65.
O inicio da popularização dos
meios de comunicação em massa, fizeram do rádio o maior veículo de comunicação
do país na década de 30. Mais de 400 000 aparelhos transmitiam informações em
tempo real para centenas de casas brasileiras e influenciavam de forma mais
rápida e eficaz o comportamento do público na época. O papel do rádio, da
imprensa e do cinema na sociedade tornou-se, para muitos, um problema de
interesse e, para alguns, uma fonte de preocupação. De maneira crescente, os
principais grupos políticos, dentro os quais as grandes empresas ocupam a
posição mais espetacular, passaram a adotar técnicas de manipulação das massas
através da propaganda, em lugar de meios mais diretos de controle. Esses meios
assumiram a tarefa de ajustar o público de massa ao status quo social e econômico (LAZARSFELD, P. F; MERTON, R. K.,
19-?).
Na década seguinte, as
indústrias se concentravam nas grandes capitais como São Paulo, Rio de Janeiro,
Recife, Salvador e Porto Alegre que, juntas, contavam com 479 570 operários.
Além disso, a Companhia Telefônica Brasileira, a rede de hotelaria e as marcas
de cigarro se expandiam juntamente com a cidade e, como consequência, o poder
de consumo bem como a vontade de consumir cada vez mais cresciam de forma cada
vez mais acelerada contribuindo, assim, para evolução da propaganda no país.

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